Anexo da Câmara Municipal de Porto Alegre

PORTO ALEGRE, RIO GRANDE DO SUL

★ 5º Lugar no Concurso Público Nacional de Arquitetura para a Sede Administrativa da Câmara Municipal de Porto Alegre, organizado pela regional gaúcha do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS), e promovido pela Câmara Municipal de Porto Alegre.

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IMPLANTAÇÃO

A proposta do prédio da nova sede administrativa da Câmara de Porto Alegre nasce de um gesto simples, a Avenida Clébio Sória, que iniciava na Avenida Loureiro Silva, transpunha e servia o prédio existente da Câmara e terminava abruptamente sobre o bloco de utilidades, prolonga-se entrando em contato com o Parque Mauricio Sirotsky Sobrinho e estruturando pelo caminho o novo edifício.

SEDE ADMINISTRATIVA

A nova sede administrativa é dividida em 4 pisos: o térreo, com funções técnicas; o primeiro pavimento, que se desenrola estruturado pela avenida e comporta funções sociais e administrativas; o segundo pavimento, que concentra o restante das funções administrativas e um café; e por fim, a cobertura, que é destinada às caixas de água e ao heliporto.
O prédio se divide em uma base pesada, com fechamentos cerrados e restrições de acesso, e duas lâminas superiores de dois pavimento, com funções sociais e administrativas, que se mostram mais leves e fluidas em relação a base e se escalonam, mimetizando a diversidade do ambiente construído em áreas urbanas e trazendo áreas verdes para as extremidades destes volumes. A Avenida corta as duas lâminas, formando um pátio interno, protegido por uma cobertura, gerando no interior do edifício um pé direito triplo.

CONTEXTO

A nova Sede Administrativa não pode ser considerada um edifício independente. Será construída para auxiliar o edifício existente e deve obedecer hierarquicamente ao antigo prédio, que é conhecido pela sua qualidade espacial e técnica. Por tanto, tão importante quanto não parecer uma cópia ou um simples anexo do prédio antigo, é destacar a nova sede, como um edifício contemporâneo e elegante, sem competir com o existente. Assim, optou-se por manter a escala de altura, homogeneizando o conjunto. A conexão entre os edifícios se dá através de uma passarela metálica que conversa com a linguagem de ambos.

ESTRUTURA

O arranjo estrutural se deu a partir do uso de estrutura metálica, com vãos de 7,5 metros no sentido longitudinal. No sentido transversal o módulo adotado foi de 10 metros, com 2,5 metros de balanço nas laterais dos edifícios em lâmina. As circulações verticais em concreto armado travam todo o sistema estrutural, garantindo o contraventamento das estruturas metálicas. Essa modulação estrutural possibilitou o melhor aproveitamento dos espaços, tornando possível adaptações e flexibilidade. Para vencer o vão de 20 metros entre o bloco de utilidades existente e o novo edifício, propusemos uma estrutura tipo viga vierendeel, apoiada na nova estrutura e em pilares a serem construídos junto ao bloco, resolvendo a estrutura da passarela, incluindo cobertura e fechamentos laterais.

ETAPAS DE CONSTRUÇÃO E FASEAMENTO

Podemos estabelecer etapas de construção e etapas de implantação do edifício, no primeiro caso, para avaliarmos o melhor modo de construir e no segundo caso, para se caso não haja possibilidade de construir todo o prédio projetado simultaneamente podermos, adaptando o programa de necessidades, construi-lo em duas etapas, podendo usufruir da estrutura da primeira etapa construída enquanto se viabiliza a próxima etapa.

ÁREAS VERDES/ ÁREAS DE LAZER E ESPAÇO PARA OBRA DE ARTES PLÁSTICAS

O partido do projeto priorizou a habitabilidade e qualidade espacial, tão elogiada no edifício existente. Todos os ambientes oferecem vistas privilegiadas, seja para o parque, para o edifício existente ou para o pátio interno ou terraços ajardinados. As áreas verdes vão ocupando os meandros deixados pelo edifício ao se desenvolver verticalmente de forma escalonada. Assim, há áreas de lazer ajardinadas, cobertas e descobertas, distribuídas por toda a construção, que além de servirem aos momentos de descontração, regulam a temperatura, melhoram a qualidade ambiental e dissolvem as barreiras entre exterior e interior. No pátio central coberto, visível ao conjunto do edifício e acessível pela Avenida Clébio Sória, foi previsto espaço para instalação de obras de arte em meio ao pé-direito triplo, podendo ser de caráter transitório ou mesmo criadas para compor e estabelecer-se no edifício.

LOCAL
Porto Alegre – RS
ANO
2014
STATUS
Concurso
ORGANIZAÇÃO
Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento do Rio Grande do Sul – IAB/RS
PROMOTOR
Câmara Municipal de Porto Alegre
ARQUITETOS RESPONSÁVEIS
Isabela Maria Fiori, Luiz Gustavo Grochoski Singeski.
EQUIPE DE PROJETO
Hermínio Pagnoncelli

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